Sociedade cobra o esclarecimento de dois homicídios e dois desaparecimentos
- 31/03/2009 00:07
A notícia do crime de execução do advogado Nivaldo Nogueira de Souza, 49 anos, do último dia 23 de março deixou os moradores abalados. O município tem pouco mais de 18 mil habitantes acostumados a vida pacata do interior. De uns tempos para cá vem convivendo com crimes só vistos em grandes cidades. O município está entre os dez em recolhimento de impostos, empresas se instalaram no município e com elas vieram centenas de trabalhadores de outros Estados. A estrutura policial continua a mesma de anos atrás.
A cidade pacata entrou no roteiro de cidades onde os crimes por encomenda assustam e amedrontam as pessoas. Quatro crimes aguardam solução: dois homicídios e dois desaparecimentos.
A delegacia é classificada como de 2ª classe, tem um único delegado que está de férias; o delegado de Chapadão do Sul está respondendo durante as férias. Na delegacia são registrados quase 200 Boletins de Ocorrência todos os meses. O delegado ainda é o responsável pelas duas celas com capacidade para oito presos, mas abriga cerca de 30 detentos.
O Estado age como se a cidade fosse uma província sem homens públicos capazes de cobrar dos políticos eleitos pelo voto. O governador, os deputados e os vereadores subiram em palanques na cidade prometendo segurança, mas o que se vê é a insegurança.
Durante a visita do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública a Costa Rica, Wantuir Jacini, no dia 16 de maio de 2008; ele e o diretor da Polícia Civil, Fernando de Paula Lousada, prometeram nomear mais um delegado e dois escrivães. Tudo não passou de promessas.
Crimes a espera de solução
No dia 10 de janeiro de 2007, o jovem moto-taxista Carlos Henrique Felix Coelho foi assassinado brutalmente em uma estrada vicinal na fazenda pombinho. Mais de um ano já se passou e as autoridades policiais não conseguiram dar uma resposta para a família. A mãe do jovem, Ione Feliz da Silva, moradora no bairro Vale do Amanhecer chora todos os dias e vai a delegacia saber se há novidades.
Duas jovens estão desaparecidas em Costa Rica, Vanessa Ferreira da Silva, desapareceu no dia 11 de dezembro de 2006, na época tinha 15 anos de idade. A mãe procura resposta para o sumiço da filha. Mais de dois anos se passaram e as autoridades não encontram respostas.
Cleibiani Silva Ribeiro, 19 anos, desapareceu no dia 15 de dezembro de 2007, um ano e três meses depois a resposta não veio e a família continua esperando.
No dia 04 de agosto de 2007 a população viveu momentos de terror quando a pequena Costa Rica foi tomada por assaltantes de banco que dominaram a polícia e limparam o cofre do Banco do Brasil. A polícia prendeu quatro acusados de participarem desse tipo de assalto, dois foram mortos em confronto, mas até hoje a cúpula da polícia não informou se realmente os marginais são os mesmo que promoveram o terror em Costa Rica.
A palavra do Secretário e do Diretor Geral
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, visitou o município no dia 16 de maio de 2008, acompanhado da alta cúpula da Policia Civil e Militar. Jacini e Louzada foram cobrados a apontarem uma solução para os crimes. Mas até hoje nenhuma providência para esclarecer os crimes foi adotado pelos responsáveis pela segurança. Os casos aos poucos vão caindo no esquecimento das autoridades e dos responsáveis pela segurança. Os políticos locais não cobram, e nem ao menos tem conhecimento dos problemas vivido pela comunidade. Com tanto descaso resta as famílias chorar e rezar.
Estrutura Policial em Costa Rica
A polícia trabalha com dificuldades de toda ordem. Na polícia Civil a falta de pessoal é visível. O número de investigadores é insuficiente para atender, a população local teve aumento considerável e a população flutuante aumentou consideravelmente deixando os moradores a mercê da própria sorte.
Na Policia Militar (PM), o número do efetivo está bem abaixo do ideal para dar segurança preventiva a população. Boa parte desses policiais não residem em Costa Rica, tiram serviço na cidade e viajam para outras localidades onde residem.
Durante a visita dos responsáveis pela segurança do Estado às reivindicações foram reiteradas, mas até hoje não foram atendida e sequer deram uma satisfação aos políticos locais para justificar o não atendimento das cobranças.
Hora da Notícia.


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