Psicólogo denunciou médico ao CRM-MS por não concordar com laudo, sindicalista nega suposta perseguição ao profissional
- 12/12/2013 12:41
O Psicólogo José Magno Macedo Brasil protocolou denúncia no CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) no último dia 29 de outubro contra o médico Mário Munhoz Moya depois de ser submetido à perícia médica com o profissional que emitiu laudo atestando que o psicólogo estaria “apto a voltar ao trabalho” mesmo estando cumprindo atestado médico de 60 dias uma vez que seu estado de saúde necessita de cuidados.
Magno está de atestado médico desde janeiro de 2.013 realizando tratamento em Campo Grande. De acordo com a denúncia a permanecia dele na capital se deve à péssima infra-estrutura de saúde em Costa Rica. A denúncia afirma ainda que o laudo pericial expedido pelo médico é contraditório. O médico é acusado ainda de acordo com a denúncia de falta de ética profissional.
O médico foi contratado para realizar a perícia pelo Instituto de Previdência Municipal de Costa Rica/MS pelo valor de R$ 2.500,00. Segundo Magno ele foi atendido em uma clínica no bairro Carandá Bosque em Campo Grande no dia 15 de outubro último. Ainda de acordo com o psicólogo ele já havia passado por outras três perícias, Costa Rica, Chapadão do Sul e Cassilândia, na oportunidade os atestado foram aceitos pelos médicos peritos.
No laudo de oito paginas o médico é acusado na denúncia de suposta mente ter alterado o CID/10 diagnosticado pelo médico que está tratando do psicólogo para um de natureza leve.
O laudo médico levou o prefeito de Costa Rica, Waldeli Rosa, (PR) no dia 23 de outubro último a encaminhar oficio para Magno solicitando a sua imediata volta ao trabalho em razão de a perícia realizada ter entendido pela sua reintegração ao trabalho. O ofício veio acompanhado da ameaça, caso não comparecesse seria destituído do cargo a bem do serviço público e ainda teria seus vencimentos descontados.
O médico foi procurado pelo Hora da Notícia na clinica, mas estava fechada, os telefones também não foram atendidos.
O CRM-MS informou através de oficio ao psicólogo no último dia 22 de novembro que a denuncia foi recebida e instaurada sindicância. A assessoria de imprensa do Conselho informou ao Hora da noticia que a denúncia não tem prazo par ser analisada.
O sindicalista a favor do patão:
Todo o tramite para realização da perícia foi acompanhado pelo Presidente do SINCOR (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Costa Rica), Deoclécio Paes da Silva que deveria zelar pelos interesses do servidor. De acordo com Magno ele acompanhou desde a ligação comunicando da realização da perícia até a entrega de cópia do laudo médico.
Deoclécio disse ao Hora da Notícia que ele exerce o cargo de Diretor no Instituto de Previdência Municipal. Questionado o por que ele acompanhou a perecia e todo o processo, ele informou: “sou um guardião da lei complementar 16 de 2005”, ele informou ainda que a lei determina que todos os servidores têm que ser submetido à perícia médica a partir de 30 dias de atestados.
O sindicalista informou que o valor pago ao médico foi de R$ 2.500,00 para a realização da perícia. Ainda de acordo com ele a perícia foi realizada em Campo Grande para facilitar uma vez que o psicólogo está residindo na capital.
Questionado sobre a suposta perseguição que o profissional está sofrendo ele foi taxativo: “não, o Magno não protocolou nem uma denuncia no sindicado informando que está sendo perseguido”, afirmou.
Indagado o por que ele como presidente do sindicato não está ao lado do servidor para defendê-lo, Deoclécio foi irônico: “o Magno não me procurou, eu também não procurei ele”, finalizou.
Magno procurou a justiça e teve tutela antecipada deferida no último dia 19 pelo juiz da comarca de Costa Rica tornando nulo o ato do prefeito.
Hora da Notícia

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