Adolescente planejou a morte de diretor e deixou até água no esconderijo

  • 02/07/2012 20:08
Em uma ação planejada, o adolescente que matou o diretor da Escola Municipal Ministro Marcos Freire, Delmiro Salvione Bonin, na última quinta-feira (28), deu detalhes do crime durante depoimento prestado hoje ao delegado André Luiz Novelli, responsável pelas investigações.

Já sabendo do cerco policial para a sua apreensão, o garoto de 16 anos procurou pela mãe na noite de ontem (1), que entrou em contato com um advogado e em seguida com a Polícia Civil, conforme explicou o delegado ao jornal Midiamax.

“Ele disse que já vinha se estressando com o professor, tendo em vista as atitudes diferenciadas que tinha com ele. O adolescente conta que os demais colegas entravam para a sala às 11h40, porém ele tinha que entrar depois, ao meio-dia”, conta o delegado Novelli.

Em depoimento, o adolescente disse que também “não podia passar mais de dois minutos para fora da sala que era chamado a sua atenção”. Com toda a raiva acumulada, o adolescente teria adquirido uma arma e esperado o momento certo para cometer o crime.

”O menino faltou na escola na segunda, terça e quarta-feira da semana passada. Já na quinta, dia do crime, ele deixou uma garrafa de água no meio do mato para onde fugiria depois e ficou só esperando o momento de encontro com o diretor para cometer o crime”, explica o delegado.

Ao ver a vítima, o adolescente, de uma distância de três metros, deu dois tiros que o atingiram. “E quando ele caiu no chão o garoto disparou mais quatro vezes. Percebi também que ele não aparenta ter nenhum distúrbio, estava apenas abatido pelo cansaço e também não teve influência de ninguém”, fala o delegado.

Com o depoimento, o delegado afirma que concluirá o auto de apuração do ato infracional ainda nesta segunda-feira (2). “Até o final da tarde de hoje encaminhei ao Fórum. O Ministério Público já pediu a internação dele e a resposta saiu na última sexta-feira, sendo acatada pela Vara da Infância e Juventude de Nova Andradina”, diz o delegado.

O garoto permanece apreendido até a resposta do judiciário sobre qual Unei (Unidade Educacional de Internação) em que ele permanecerá. O prazo é de 45 dias.

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