O campeão de voto manteve as velhas práticas, não tem projetos aprovado e quer mais diária
- 09/02/2012 05:00
O parlamento em Costa Rica/MS parece estar mesmo fadado às velhas práticas de seus parlamentares. O professor de Geografia, Moacir Justino, (PR) foi eleito vereador com expressiva votação uma vez que o eleitor acreditava que ele seria transparente, atuante e principalmente uma voz destoante no parlamento. Ele incorporou ao que já existia e se aliou ao ex-prefeito de quem foi critico ferrenho por ter sido perseguido e prejudicado conforme afirmava publicamente. Moacir foi entrevistado na última segunda-feira (06) logo após a realização da sessão.
O vereador pode ser acusado de usar o dinheiro público, ou seja, as diárias que recebeu para viajar em busca dos interesses do município uma vez que nos três anos de mandato não conseguiu nada de verba para ser aplicada no município ou projetos sociais para ser implantado conforme ele mesmo disse ao Hora da Notícia.
Questionado sobre os motivos que o leva a apresentar muitas indicações ao invés de projetos de lei, Moacir se defende: “as indicações são as reivindicações do povo”. Irônico ele foi além e disse ter projeto de trabalho.
Questionado sobre o valor gasto em diárias no ano passado o parlamentar se irritou e disse ter sido beneficiado com valor elevado, “tenho muitas, mas ainda acho que é pouco”, afirmou. Ele acrescentou que é preciso ficar solicitando aos deputados para conseguir alguma coisa para o município, ele se referia a emendas, projetos sociais e conversa com autoridades.
O vereador parece ter sofrido um lapso de memória, a falta de transparência no mandato virou marca registrada. Ele está no 3º ano de mandato é até agora como ele mesmo disse não conseguiu verbas nem projetos sociais para o município que justifique suas diárias. O Hora da Notícia insistiu para que ele apresente um balanço do valor gasto no ano passado com as diárias, ele mandou que seja protocolado um requerimento na Câmara solicitando os relatórios e valores.
Nos três anos de atuação dois projetos foram apresentados pelo vereador, porém segundo ele não foram aprovados e sim rejeitados pela casa de leis.
O parlamentar tentou justificar que havia conseguido uma emenda estadual no valor de R$ 15 mil, mas segundo ele o prefeito não aceitou, ele reclamou “o prefeito queria 105 mil”. Irritado com a entrevista mais uma vez ele diz ter sido ele quem viabilizou para o município o programa de tratamento dentário conhecido como CEU (Centro de Especialidades de Alta Complexidade) e novamente segundo ele: “o prefeito não aceitou”.
Questionado sobre a rodovia MS 306, que liga o estado às divisas dos estados de Goiás e Mato Grosso construído a menos de um ano pelo governo do Estado já apresenta deterioração com muitos buracos na pista de rolamento. O parlamentar informou que foi a Campo Grande e deixou a reivindicação para ser feito os reparos com o assessor do deputado Edson Giroto. (PMDB).
Questionado se é oposição ou situação no parlamento ele sai pela tangente com discurso populista, “não sou oposição nem situação, estou do lado do povo”.
Hora da Notícia

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