Editorial:O prédio da delegacia está pronto, só falta á boa vontade do governador e do secretário

  • 14/11/2010 23:20

A inauguração do novo prédio que irá abrigar a delegacia de polícia em Costa Rica aguarda a boa vontade do Secretário de Estado de Segurança, Wantuir Jacine Brasil. A obra física está pronta, com seis celas minúsculas que irá abrigar no inicio 36 presos, mas não deve demorar muito para ficar abarrotada de gente. O delegado Cleverson Alves dos Santos e sua equipe aguardam ansiosamente a ordem para fazer, a mudança, afinal o prédio onde está instalada a delegacia atual é ultrapassado e não oferece condições dignas para que os policiais desempenhem um trabalho de qualidade.

Inaugurar a delegacia não deve ser uma prioridade para o secretário, afinal ele está instalado em uma confortável sala no Parque dos Poderes, dotada de todo conforto. Jacine, mesmo sendo um policial experiente, com certeza não conhece as dificuldades e transtornos por que passam policiais no interior do Estado com a falta de atenção dos gestores estaduais para que possam exercer plenamente suas funções.

O secretário deve estar aguardando a boa vontade do governador André Puccineli (PMDB) para marcar presença na solenidade de inauguração e, com certeza, dizer frases bonitas e pintar uma segurança pública que só existe na mente fantasiosa do chefe do executivo estadual e do secretário de segurança.

Tanto o governado como o secretário não conhecem a masmorra (prisão) em que estão confinados os quase trinta presos em espaço construído para abrigar oito. Alguns desses detentos de alta periculosidade que coloca em risco a integridade física dos policiais. Jacine já visitou o local, mas na época se recusou ir ao encontro dos detentos nas duas celas.

A cidade de Costa Rica com seus quase 20 mil habitantes, uma população flutuante ainda a mercê de estimativa tem sido manchete constante nos meios de comunicação em virtude do alto número de crimes violentos registrados. Nem assim os gestores estaduais se preocupam em agilizar a entrega do prédio público para oferecer condições de trabalho aos abnegados policiais que acabam fazendo as condições para dar segurança à população que cobra. Cobra de quem está na ponta, no caso aqui, dos policiais que são operacionais, quando deveriam cobrar do governador, do secretário e dos legisladores do município.

Com certeza depois de entregue o prédio vai se iniciar outra luta para lotar um segundo delegado, mais agentes, viaturas, armamentos e gasolina.

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