Absolvido o acusado de matar carvoeiro a paulada

  • 31/03/2010 02:40

O segundo júri popular do ano foi realizado nesta terça-feira (30), absolveu José Ferreira de Lima, 46 anos conhecido pelo apelido de Zé Pernambuco da acusação de homicídio doloso contra Divigno Pereira, morto a pauladas no dia 03 de novembro de 2007 por volta das 14 horas em uma carvoaria localizada na Fazenda Boa Vista no Município de Figueirão. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual. O corpo de jurados foi formado por três mulheres e quatro homens.

José foi acusado de ter desferido uma paulada na parte de trás da cabeça Divigno provocando lesões, traumatismo crânio-encefálico e logo sua morte. José negou ser o autor do crime, durante depoimento no Tribunal do Júri da Comarca de Costa Rica ao Juiz Marcel Henry Batista de Arruda. Não foram arroladas testemunhas.

O representante do Ministério Público Estadual Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior, responsável pela acusação do réu usou o tempo de cerca de uma hora para apresentar provas, leu partes da peças do processo, ao final requereu a condenação do réu, mas ponderou pedindo para que os jurados não considerassem a qualificadora do recurso que impossibilitou a defesa da vítima. “Sou contra a prisão, mas a favor que a pena seja cumprida no semi- aberto, nosso sistema carcerário não regenera ninguém”, afirmou.

A defesa de Zé Pernambuco ficou a cargo da jovem advogada, Renatta Silva Venturini. Ela pontuou os argumentos da acusação demonstrando que não havia provas contundentes da participação do réu no crime. Depois de uma hora de defesa oral, Renatta pediu aos jurados que absolvessem o réu e desconsiderasse a qualificadora que impossibilitou a defesa da vítima.

A advogada finalizou agradecendo ao representante do Ministério Público Estadual pelo seu senso de justiça e destacou sua luta por justiça e a construção de uma sociedade melhor.

Quem é José?

José Ferreira de Lima, homem simples, analfabeto, trabalhador de mãos calejadas. Ao final do julgamento não havia entendido muito bem se havia sido condenado a ir para traz das grades ou estava livre, foi informado pelo magistrado, “O Senhor está livre, não deve nada mais a justiça”. Emocionado com as mãos tremulas ele falou ao Hora da Notícia, “agora vou para minha casa contar para meus patrões, vou jantar e dormir, sei que sou inocente, a justiça foi feita”. Zé Pernambuco parecia ter tirado uma culpa que lhe atormentava pelo fato de não ser responsável pelo crime, ele agradeceu a todos os responsáveis pela sua absolvição, “estou feliz, agora estou aliviado, nunca fugi da justiça” finalizou.

Tiago Videira foi condenado pelo Tribunal do Júri, a 13 anos e oito meses de reclusão, no dia 30 de setembro de 2008 como sendo o autor do homicídio.


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