Missa de um ano do falecimento do advogado só cinco colegas estavam presentes

  • 25/03/2010 04:30

A missa de um ano de falecimento do advogado Nivaldo Nogueira de Souza foi marcada pela emoção dos amigos que lamentaram o fato de já ter se passado um ano e os criminosos não estarem presos. Cerca de 130 pessoas participaram da celebração nesta quarta-feira (23) na Lanchonete “Meu Cantinho”, conhecida como Bar do Domingos, localizada na rua Josina Garcia de Melo em Costa Rica.

A missa foi celebrada pelo Padre Fabrico Pinheiro que pediu as pessoas para se envolver mais nos assuntos da comunidade, “não continuemos na mesmice”. O padre ressaltou que os criminosos terão que acertar contas com Deus, “a justiça humana tem falha, mas a divina não falha”, disse.

Para a empresária e professora, Evair Gomes Nogueira, a celebração da santa missa é um momento de reflexão das famílias, “a igreja contribui com seu papel social para demonstrar a insatisfação da comunidade”. A igreja é contra as injustiças, observou.

O proprietário da Lanchonete, Domingos Fole, amigo do advogado assassinado foi conciso, com a voz embargada clamou por justiça, “queremos o esclarecimento desse crime”. O Nivaldo era um homem bom, tenho muita saudade do meu amigo e companheiro, concluiu.

Nivaldo era um homem simples, estava sempre ao lado dos amigos, gostava de freqüentar a lanchonete e a feira da cidade. Um desses amigos era Elson Nogueira, que durante a celebração se emocionou, lagrimas corriam nós olhos, com a voz embargada ele falou da falta que faz o amigo, “clamamos por justiça”.

A comarca de Costa Rica tem cerca de 30 advogados de acordo com Roberto Rodrigues, somente cinco compareceram a celebração. Para o advogado Roberto a missa foi à maior homenagem prestada ao colega assassinado. “Nivaldo era um homem combativo, polêmico, respeitador que teve sua vida ceifada em um ato covarde, violento e selvagem, afirmou. Roberto criticou a ausência dos colegas de profissão, “lamento a falta dos colegas de profissão somos trinta e somente cinco compareceram”.

O advogado cobrou o esclarecimento do crime, “a morte continua sem esclarecimentos, todos nos lutamos, buscamos uma solução, mas nosso sistema investigativo é deficiente em nosso Estado”. Roberto esclareceu que não ouve falha por parte da classe dos advogados, os mecanismos foram colocados á disposição das autoridades.

Ele criticou o relaxamento da prisão de um dos acusados, classificou como “inexplicável” e questionou, “o suspeito foi solto, e agora vai achar a onde”? Ele destacou que a missa foi um ato de paz, mas também de cobrança, “a sociedade não está satisfeita com as ações das autoridades constituídas”, afirmou.

Já o advogado Marcio Rodrigues disse ao Hora da Notícia que o crime ainda não foi esclarecido conforme afirmou o delegado. Marcio acusa o Estado de não disponibilizar suporte para a polícia trabalhar, “falta de material dificulta o trabalho, infelizmente o Estado não garante estrutura para o trabalho da polícia”. O advogado ressaltou que o delegado Arivaldo Teixeira fez sua parte, “ele teve boa vontade”, finalizou.

O prefeito Jesus Queiroz Baird, foi representado pelo Diretor do SAAE (Serviço Municipal de Água, Esgoto e Limpeza Pública Urbana) José Antonio Gabaron Vargas. O promotor de Justiça da Comarca Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior acompanhou a missa.

Hora da Notícia

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