Delegado será transferido, crime de execução do advogado está esclarecido

  • 11/03/2010 20:00

O delegado Arivaldo Teixeira saiu de férias no último dia 04 de março e deve ser removido para a  cidade de Paranaíba. Arivaldo permaneceu por um ano e nove meses como delegado titular de Costa Rica. Quando assumiu, encontrou uma delegacia inchada de serviços pelo fato de ter ficado algum tempo sem delegado. Discreto e tranqüilo o delegado aos poucos foi mostrando sua competência profissional e técnica. Dois crimes repercutiram na mídia, um assalto á banco e a execução de um advogado por pistoleiros.

Durante o período que trabalhou no município foram registrados 12 homicídios, sendo um no município de Figueirão, cinco no Distrito de Paraíso das Águas e seis em Costa Rica. O crime que vitimou o advogado Nivaldo Nogueira de Souza está esclarecido de acordo com o delegado. O inquérito só não foi concluído devido ao acumulo de serviços no mês de janeiro, uma fuga de presos e o trabalho administrativo que o delegado precisava manter em dia, isso não permitiu que ele relatasse o inquérito e encaminhasse á justiça.

O delegado adiantou ao Hora da Notícia que as investigações para esclarecer o assassinato do moto-taxista Carlos Henrique Felix Coelho, no dia 10 de janeiro de 2008 estão bem adiantadas, “a polícia trabalha com uma linha definida para esclarecer o crime”, disse.

Na delegacia tramitam 397 inquéritos e mais um grande número de TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência). O número de Boletins de Ocorrência na delegacia e alto, mais de mil por ano.

Para o delegado o foco da criminalidade no município são as drogas, segundo ele no mês de fevereiro o número de registros de Boletins de Ocorrência foi baixo, e se deve ao fato dos traficantes que atuam na cidade terem sido presos. Com a prisão dos traficantes diminuiu também o número de registros de furtos, a média era de 45 por mês, caiu para 19 boletins.

O maior problema enfrentado na delegacia é o trabalho de “carcereiro” desenvolvido pelos agentes que não são preparados para essa função e chegam a tomar conta de quase 30 detentos.

O delegado acredita que o policiamento comunitário é uma necessidade em Costa Rica, “isso vai aproximar a comunidade da polícia”.

Ele ressaltou que foi bom trabalhar em Costa Rica, “uma cidade maravilhosa”, mas apontou que o serviço na delegacia é pesado, por isso ele acredita que com dois delegados ficariam mais fácil, “sobraria mais tempo para os trabalhos de investigação e os serviços internos administrativos.

Quem está respondendo pela delegacia nesse período de férias é o delegado de Chapadão do Sul João Carlos Dutra.

Hora da Notícia

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